O texto discute o erro recorrente de confundir a secagem superficial do concreto com o processo de cura. Enquanto a secagem é apenas a perda de água por evaporação, a cura é um processo físico-químico essencial para o desenvolvimento da resistência e da durabilidade do material. Quando a obra “seca” cedo demais, a hidratação do cimento é interrompida, resultando em maior porosidade, menor desempenho e maior vulnerabilidade a fissuras, desagregações, desplacamentos e infiltrações. Essas manifestações não surgem de forma imediata, o que cria uma falsa sensação de sucesso durante a execução da obra. Sob a ótica da patologia das construções, a edificação revela, com atraso, as consequências de decisões tomadas nos primeiros dias. A cura, portanto, não é um detalhe, mas uma etapa estrutural decisiva, e a patologia não é um evento inesperado, e sim o resultado de um processo construtivo mal conduzido. 1️⃣ Introdução, O engano que começa cedo Em muitas obras, o primeiro erro não nasce d...