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Mostrando postagens de janeiro, 2026

Secar não é curar: o erro mais comum em obras novas

  O texto discute o erro recorrente de confundir a secagem superficial do concreto com o processo de cura. Enquanto a secagem é apenas a perda de água por evaporação, a cura é um processo físico-químico essencial para o desenvolvimento da resistência e da durabilidade do material. Quando a obra “seca” cedo demais, a hidratação do cimento é interrompida, resultando em maior porosidade, menor desempenho e maior vulnerabilidade a fissuras, desagregações, desplacamentos e infiltrações. Essas manifestações não surgem de forma imediata, o que cria uma falsa sensação de sucesso durante a execução da obra. Sob a ótica da patologia das construções, a edificação revela, com atraso, as consequências de decisões tomadas nos primeiros dias. A cura, portanto, não é um detalhe, mas uma etapa estrutural decisiva, e a patologia não é um evento inesperado, e sim o resultado de um processo construtivo mal conduzido. 1️⃣ Introdução, O engano que começa cedo Em muitas obras, o primeiro erro não nasce d...

Rotatórias Modernas: quando o projeto decide quem vive

by Jeferson Moraes . O artigo discute as rotatórias sob a ótica do Sistema Seguro, defendendo que o erro humano é inevitável e que o projeto viário deve limitar suas consequências, evitando mortes e lesões graves. Nesse contexto, as rotatórias são analisadas como instrumentos capazes de induzir comportamentos, especialmente por meio do controle geométrico da velocidade e da redução da severidade dos conflitos O texto diferencia a  rotatória moderna , projetada para induzir deflexão e redução de velocidade, da chamada “rotatória à brasileira”, frequentemente marcada por grandes raios, múltiplas faixas e foco excessivo na fluidez veicular, o que compromete seus ganhos de segurança. Mostra-se que os benefícios associados às rotatórias dizem respeito apenas ao modelo corretamente projetado. Rotatórias não salvam vidas por serem círculos, mas por serem projetos que decidem antes do condutor. A análise evidencia que esses ganhos não são distribuídos de forma homogênea. Embora as rotat...

Perícia em Engenharia: técnica, prova e responsabilidade

Quando um problema vira caso de perícia Por Jeferson Almeida A perícia em engenharia é acionada quando um problema técnico ultrapassa o campo da observação, da manutenção ou da divergência informal e passa a exigir prova técnica estruturada para subsidiar decisões formais. Este artigo discute o papel da perícia como atividade de natureza probatória, diferenciando-a de outras práticas técnicas e destacando sua importância nos contextos judicial, arbitral e administrativo. São abordados o laudo pericial como meio de prova, a centralidade do método, da observância às normas técnicas e do alinhamento ao estado da arte, bem como a responsabilidade técnica e ética do engenheiro perito. Conclui-se que a perícia em engenharia não se configura como espaço de opinião, mas como instrumento essencial para a tomada de decisões seguras, fundamentadas e tecnicamente responsáveis. ...